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Conheça os indicados à primeira edição do Prêmio SIM





Acabou o suspense! Chegou a hora de anunciar os indicados à primeira edição do Prêmio SIM, que vai destacar e reconhecer as melhores iniciativas do ano da indústria musical. Com a proposta de ser anual, a premiação é composta por quatro categorias: Novo Talento, Inovação, Projeto do Ano e Contribuição à Música. As três primeiras têm 10 indicados cada, sendo que 9 foram apontados pelo conselho consultivo da music convention e um escolhido por voto popular. Os vencedores serão escolhidos por meio de uma votação entre os credenciados na SIM São Paulo 2017 (dentro da pro-area virtual; a partir do dia 6 de novembro). No dia 9 de dezembro, a cerimônia que revelará os ganhadores ocorre no Centro Cultural São Paulo, dentro da programação da SIM.

Confira os indicados de cada categoria:

>>> Novo Talento

Baco Exu do Blues: após causar alvoroço com o single “Sulicídio” (parceria de 2016 com Diomedes Chinaski), no qual cobra a inclusão do Nordeste no rap nacional, o rapper soteropolitano lançou o primeiro disco cheio em setembro de 2017. Intitulado Esú, o álbum de dez faixas produzido por Nansy Silvvs segue no tom provocativo. Começando pela capa, que traz um homem negro de braços abertos na frente da igreja da Ordem Terceira do São Francisco (Pelourinho), além de sugerir que Jesus e Exú são separados apenas por duas letras. Com uma união de trap e música brasileira (e boas doses de sarcasmo), conseguiu os holofotes exigidos na música de estreia. Ouça aqui.

Giovani Cidreira: a música sempre pareceu algo certo na vida do cantor e compositor baiano. Na infância, andava de um lado para o outro com um violão de brinquedo, no qual emulava músicas de Zezé Di Camargo e Luciano. O caminho não foi o sertanejo, mas enveredou por outras referências, entre elas o Legião Urbana. Integrou a banda Velotroz, lançou um EP solo, mas, apenas em 2017, ganhou projeção e admiração em escala nacional. Isso foi possível pelo lançamento do álbum Japanese Food, que saiu pelo edital da Natura Musical e chegou ao mercado como mais um dos atentos lançamentos da Balaclava Records. Não à toa, chegou aos palcos do No Ar Coquetel Molotov, do Festival Fora da Casinha e do Dia da Música. Ouça aqui.

larissa

Larissa Luz: a cantora baiana chamou atenção nos anos que esteve à frente do grupo Ara Ketu. Foi na jornada solo, contudo, que pode se assegurar com uma performance poderosa, contestadora e repertório autoral. Com o trabalho Território Conquistado, concorreu ao prêmio de Melhor Álbum de Pop Contemporâneo em Língua Portuguesa no Grammy Latino 2016. O disco reúne pedaços de um universo feminino, é um relato de um processo contínuo de conquista de espaço, um depoimento musicado do íntimo de Larissa Luz: “Uma celebração de nós: mulheres negras, senhoras de nossas histórias”. Ouça aqui.

Linn da Quebrada: “…se liga macho, presta muita atenção, senta e observa a tua destruição”, canta incisiva a funkeira trans na faixa “Bixa Preta”. Linn da Quebrada encontrou na música uma poderosa arma na luta pela quebra de paradigmas sexuais, de gênero e corpo. No álbum de estreia Pajubá, lançado em outubro de 2017, ela potencializa o discurso necessário em papo reto produzido por BadSista. Ouça aqui.

Mulamba: tudo começou com o desejo em fazer um tributo à Cassia Eller, mas a história não parou por aí. O sexteto de Curitiba participou de uma ação em que saiu vencedora e garantiu presença na programação do Vento Festival. Ali, recebeu muitos elogios pela performance. Ainda sem disco lançado, a banda ficou conhecida também pelas músicas “P.U.T.A” e “Mulamba”, em que trata de desconstrução em letras impactantes, abordando temas contundentes e reforçando o protagonismo feminino na música nacional. Ouça aqui.

Pabllo Vittar: capa de revista? Check! Música em trilha de novela? Check! Milhões de seguidores nas redes sociais, parceria com Anitta, participação no show da Fergie (Rock in Rio) e agenda de shows cheia? Check, check, check e check! A drag queen Pabllo Vittar foi um dos nomes mais comentados do ano. Lançou o seu primeiro disco, Vai Passar Mal, em janeiro de 2017. Ao se tornar um fenômeno pop, alinhou (e potencializou) a estratégia de marketing, alavancando o seu potencial mercadológico. O clipe mais recente, da faixa “Corpo Sensual”, vendeu todas as cotas disponíveis de “product placement” (reúne as marcas Avon, Trident, Absolut, entre outras). Ouça aqui.

Rakta: o trio paulista formado por Paula (vocais e teclados), Natha (bateria) e Carla (vocais e baixo) chamou bastante atenção no mercado independente nacional e internacional. Com um som transgressor que passeia pelo pós-punk, krautrock e rock de garagem psicodélico, tocou nos festivais Novas Frequências e Bananada, além de ter sido catapultada a shows – sempre em formato de ritual – nos Estados Unidos e no Japão. Ouça aqui.

Rincon Sapiência: ao lançar o sigle “Ponta de Lança (Verso Livre)” no fim de 2016, o rapper da Zona Leste de São Paulo criou grande expectativa em relação ao disco que lançaria em 2017. Produzido pelo próprio Rincon, Galanga Livre veio pesado e foi um dos trabalhos mais comentados do ano. Também conhecido como Manicongo (e por valorizar a cultura do Mestre de Cerimônia), ele foi parar na programação de importantes festivais nacionais, além de ter amarrado uma turnê pela Europa. Ouça aqui.

Teto Preto: surgiu como a jam eletronico-orgânica residente da Mamba Negra, uma das principais festas da noite paulistana. Saiu dos galpões e inferninhos para ocupar o palco de festivais importantes do país, a exemplo do Rec-Beat e do Bananada. Na formação base, artistas como Zopelar, Angela Carneosso e Bica. Reune músicos de diferentes backgrounds para suas sessions de livre improvisação, além do performer Loïc Koutana, figura marcante no clipe de “Gasolina”. Ouça aqui.

Tim Bernardes (Indicado pelo público): já conhecido pelo trabalho na banda O Terno, em que assina as composições e também é vocalista, Tim lançou o seu primeiro disco-solo em 2017. Em Recomeçar, uma unanimidade entre crítica e público, ele despiu-se dos personagens freak, voltou o olhar para dentro e gravou violões, vozes, guitarras, baixo, bateria, piano e outras bugigangas. Tudo sozinho. Interligou e costurou as 13 canções inéditas que compõem o álbum, além de ter escrito os arranjos orquestrais de cordas, sopros e harpa. Tim desponta como o compositor de sua geração. Ouça aqui.

 

>>> Inovação

Acelerarte: Primeira aceleradora de artistas brasileira, focada em trazer práticas reais de empreendedorismo para o mercado da música, capacitando seus agentes criativos para os desafios de uma nova dinâmica de carreira. Atuam também como forma de acesso à captação de investimentos privados, com base em metodologia de elaboração de pitch e apresentação em demo day para parceiros estratégicos e apoiadores artísticos. Saiba mais aqui.

Hand Album Tribalistas: após 15 anos, os Tribalistas – projeto musical formado por Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown e Marisa Monte – anunciaram um retorno. Para o lançamento do novo álbum, o grupo se uniu ao Facebook e ao Spotify para criar uma ferramenta que propiciasse uma nova experiência e maneira de explorar um disco digital. A tecnologia foi criada no Brasil e teve auxílio de profissionais dos Estados Unidos e da Europa. O resultado é uma experiência imersiva na qual é possível ver vídeos, letras, cifras e detalhes dos bastidores na tela do smartphone. Uma solução para quem sente saudades de folhear o catálogo e ficha técnica de um trabalho artístico. Saiba mais aqui.

Holoplot: com base em Berlim, a empresa desenvolveu uma tecnologia de áudio 3D capaz de controlar ondas sonoras, determinando onde o som pode ou não pode ser ouvido. Dessa maneira, é possível enviar uma música em português para parte do público de uma conferência e uma em alemão para outra parcela presente. Com a iniciativa da startup é possível pensar, por exemplo, na redução da poluição sonora e em criar zonas de sons separadas. A ideia é que possa ser aplicado no setor de entretenimento, na indústria musical, em conferências, em realidade virtual e, até mesmo, aeroportos e estações de trem. Saiba mais aqui.

HumOn: criado na Coreia do Sul, a startup é uma spin off da Samsung. Durante um ano, o app ficou em período de testes no Google Play e foi baixado mais de 300 mil vezes, “sem atividades de marketing”, segundo o CEO David Choi. É um serviço para aqueles que sonham em fazer música, mas hesitam por não saber por onde começar. Basta murmurar qualquer melodia para que o HumOn a transforme em música. Saiba mais aqui.

In Place of War: é uma organização que trabalha com música em locais de guerra, em zonas de conflito e comunidades marginalizadas – realiza transformação por meio de uma abordagem inovadora: usando a música para fazer a diferença. O In Place of War construiu uma rede que abrange mais de 100 bases comunitárias e tem uma alcance coletivo de 60 milhões de pessoas, atingindo África, Europa, Ásia e América Latina. Saiba mais aqui.

Mapeamento Brasil de TUHU: em parceria com a consultoria JLeiva, foi desenvolvido o primeiro mapeamento nacional de iniciativas que compartilham do objetivo de contribuir para a ampliação da educação musical no Brasil, tendo como recorte a educação não formal. O resultado do trabalho gerou não apenas dados numéricos, mas também uma análise mais profunda sobre o cenário atual da educação musical no nosso país. A pesquisa também revelou informações sobre a gestão dos projetos, seus formatos de financiamento e demandas de capacitação das iniciativas. Saiba mais aqui.

Site Luiza Caspary: a cantora e compositora Luiza Caspary vem construindo uma carreira onde une música e acessibilidade. O seu site oficial – www.luizacaspary.com.br – é o primeiro site de artista brasileiro 100% acessível. São vários recursos para que pessoas com deficiência possam navegarem com autonomia, como janela de LIBRAS, audiodescrição, botões de contraste e tamanho de fonte, entre outros. O trabalho foi desenvolvido pela empresa Acesso Para Todos, da própria Luiza, onde parte da equipe é formada por pessoas com deficiência, que testam e aprovam a funcionalidade dos recursos de acessibilidade oferecidos. Saiba mais aqui.

Soundcharts: a startup francesa faz um monitoramento de redes sociais, atividades de streaming, paradas, playlists e rádios em tempo real. Os dados gerados podem ser utilizados por artistas, selos e executivos que querem traçar melhores estratégias de promoção, vendas, booking, entre outros. Ficou um ano em fase de testes e foi lançado oficialmente em 2016 como a plataforma de “marketing inteligente para a indústria da música”. Atualmente, atende 250 empresas como clientes, de 23 países. Believe Digital, Berklee, Universal Music e Red Bull Records são apenas alguns dos nomes que utilizam o serviço. Saiba mais aqui.

Techstars Music: aceleradora voltada para o meio musical e encabeçada por Bob “Moz” Moczydlowsky (ex-Twitter, Topspin Media e Yahoo! Music), com parceiros como Sony Music Entertainment, Warner Music Group, Harmonix Music Systems, Silva Artist Management, Bill Silva Entertainment, QPrime Management, Concord Music, entre outros. Investiu US$120k em 10 startups de música este ano. Além de escritório em Los Angeles, disponibiliza acesso a mentores e investidores do mercado. Saiba mais aqui.

Tem Um Gato na Minha Vitrola: a iniciativa do jornalista musical Pedro Antunes surgiu de forma despretensiosa. Dia a dia, ele passou a publicar, nos stories do seu Instragram (@poantunes), suas impressões de lançamentos de discos. A partir de agosto, tornou o TUGNMV oficial. Além de ter uma vinheta fofa (com o seu gato, chamado Bowie, em cima da sua vitrola), o programa expandiu para o Facebook e para o YouTube, preenchendo uma lacuna existente nos meios de comunicação e renovando a forma de se fazer crítica musical. Saiba mais aqui.

 

>>> Projeto do Ano:

Breve: Da união de empresários do cenário independente paulistano (proprietários da Balaclava Records e ex-sócios do Neu Club), surgiu o BREVE, espaço para shows no coração da Pompeia. Aberto de segunda a segunda, a casa que comporta apenas 150 pessoas, se tornou um dos palcos mais ativos no Brasil para artistas emergentes nacionais e internacionais e um dos grandes núcleos agitadores e formador de público do novo cenário da música. Saiba mais aqui.

Conexão Cultura DF: O programa, criado pela Secretaria de Cultura do Distrito Federal, tem  o objetivo de promover a participação de delegações formadas por profissionais da música e artistas do DF em festivais, mercados e eventos estratégicos, tanto no Brasil como no exterior, estimulando a circulação e exportação da produção musical local. O programa ampliou sua atuação em 2017 e criou linhas para intercâmbios, residências e capacitações. O orçamento também aumentou, possibilitando a expansão da rede de negócios e a difusão de seus contemplados, além de ampliar a exibição de nossa cultura no mundo.  Saiba mais aqui.

Festival Timbre (Indicado pelo público): Após reunir mais de 20 mil pessoas, somar mais de 50 horas de música e escalar mais de 50 artistas de todo território nacional em Uberlândia, MG, o festival realizou a sua quarta edição em outubro deste ano, se consolidando como núcleo de resistência cultural e transformação social. Talvez o maior festival desse perfil a acontecer fora de uma capital no Brasil, o Timbre levou artistas como BaianaSystem e Scalene pela primeira vez à cidade, e também estendeu sua programação para escolas públicas do ensino médio e para outras cidades da região. Saiba mais aqui.

Internacionalização Anitta: umas das maiores influenciadoras femininas do Brasil, a cantora, compositora e empresária ampliou consideravelmente seu território de atuação em 2017, abrindo novos mercados no exterior. Participou da música “Switch”, da cantora australiana Iggy Azalea, e, com ela, do programa The Tonight Show, do apresentador americano Jimmy Fallon (Anira, lembra?). Circulou pelos Estados Unidos com o rapper Tyga, alcançando mídia internacional. Lançou uma música em espanhol (“Paradinha”), que teve clipe gravado em Nova York. Houve, ainda, a bombástica parceria entre Anitta, Pabllo Vittar e Major Lazer na faixa “Sua Cara”, com clipe gravado em Marrocos. Saiba mais aqui.

Programa Natura Musical 2017: há mais de dez anos, o edital Natura Musical valoriza a música brasileira. Em 2017, a plataforma passou por um processo de renovação de seus modelos, acompanhando as mudanças no Brasil e no mundo, dando mais voz à música que reverbera nesse contexto de transformações, de discussão de identidade e diversidade. O edital para seleção de artistas ganhou uma rede de curadores de todo o país, a empresa voltou a patrocinar festivais de música e ainda financiou a abertura da Casa Natura Musical, em São Paulo, espaço para shows com 360 metros quadrados de área, com capacidade para receber até 500 pessoas sentadas (ou mil em pé). Saiba mais aqui.

Trio elétrico Navio Pirata – Carnaval 2017: O BaianaSystem se afirmou como um dos mais potentes grupos do Brasil nos últimos anos. E seu trio elétrico já não pode faltar no Carnaval de Salvador, que a cada ano está mais democrático e sem cordas. Com discursos afiados no calibre das faixas “Invisível” e “Lucro (Descomprimido)”, a passagem do trio pelo circuito de Campo Grande em 2017 foi ainda mais marcante por seu posicionamento político e contestador. O Navio Pirata faz da folia uma revolução necessária. Saiba mais aqui.

Red Bull Music Academy São Paulo: o Red Bull Studios e a Red Bull Station já são iniciativas de grande impacto no mercado musical do país. Neste ano, mais uma iniciativa da marca de energético engrossou o calendário cultural. O festival Red Bull Music Academy ocorre anualmente em Nova York e teve a sua primeira edição brasileira em junho de 2017. Ao longo de dez dias, realizou conversas, performances, tributos a ícones e cenas da música brasileira, celebrações diversas da música contemporânea brasileira, estrangeira e da noite paulistana. Saiba mais aqui.

Rompe Frontera: é um projeto de residência artística itinerante e de integração cultural na América Latina. Na primeira edição, as bandas francisco, el hombre (Brasil) e Cuatro Pesos de Propina (Uruguai) compartilharam uma turnê com 18 apresentações pelo Cone Sul durante 30 dias, promovendo um exercício intenso de colaboração bilateral entre produtoras, assessorias de imprensa e artistas de três países diferentes. O projeto contou também com a participação de outras bandas latinas, como Miss Bolívia, La Franela, Las Ninfas, Scalene, Clarice Falcão, La Vela Puerca, entre outras, e envolveu a criação compartilhada de dois singles e um mini documentário. Saiba mais aqui.

Unlikely – Far From Alaska: a produção e plano de lançamento do disco Unlikely abusaram da criatividade. Com recompensas inteligentes, que iam de festa do pijama com os integrantes a impedir o lançamento do disco (pela bagatela de R$ 1milhão), sua campanha de crowdfunding arrecadou mais do que o esperado. O álbum foi gravado em Ashland (Oregon, EUA) e teve produção de Sylvia Massy, que já trabalhou com System of a Down, Red Hot Chili Peppers, entre outros. Para gerar uma expectativa, o quinteto enviou um pão de forma (real) com o logo da banda torrado no mesmo para influenciadores e jornalistas. O disco, por sua vez, veio dentro de uma “lancheira para pão de forma”, com um card ilustrado para cada faixa e uma faquinha de plástico. Saiba mais aqui.

WME: O Women’s Music Event (WME) é uma plataforma de música, negócios e tecnologia vista por uma perspectiva feminina. Criada por Claudia Assef e Monique Dardenne, o projeto estreou offline em março de 2017 com um evento em São Paulo, que atraiu mais de 1.000 pessoas em painéis de debate, workshops, shows e festas. Na internet, a plataforma mantém conteúdos em vídeo, matérias e entrevistas, além de um cadastro colaborativo de mulheres profissionais do mercado da música de todo o país. Em novembro de 2017, realiza junto com a VEVO a primeira premiação 100% dedicada às mulheres da música, o WME Awards by VEVO. Saiba mais aqui.

A categoria Contribuição à Música não tem indicados. Será escolhida pelo conselho da SIM São Paulo, formado por pessoas do mercado, como produtores, jornalistas, pesquisadores, curadores, entre outros. O vencedor também será revelado no dia 9 de dezembro, no Centro Cultural São Paulo.

A partir do dia 6 de novembro, os credenciados poderão votar nos seus favoritos na pro-area virtual.

 

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