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PROTAGONISMO FEMININO NA MÚSICA É DESTAQUE DA SIM SÃO PAULO 2018





A presença da mulher sempre foi grande da Semana Internacional de Música de São Paulo que, desde 2016, tem garantido um mínimo de 50% de presença feminina em sua programação artística e profissionalizante. Na sexta edição da SIM, que acontece de 5 a 9 de dezembro, a representação das mulheres está mais forte do que nunca, distribuída em showcases, painéis e noites especiais espalhadas pela capital paulista.

Lutar por paridade de gênero no mercado de música é uma das missões de Vanessa Reed, presença confirmada na SIM SP 2018 e diretora da PRS Foundation, que tem como um de seus pilares o Keychange: uma campanha internacional para investir em artistas mulheres emergentes e encorajar festivais de música e conferências a equiparar gênero nos lineups.

Projeto já tem apresentado resultados significativos. Em menos de um ano de atuação, o Keychance já conseguiu fazer com que 100 festivais pelo mundo aderissem à iniciativa se comprometendo a equilibrar suas programação em 50/50 até 2022. Entre eles estão os brasileiros No Ar Coquetel Molotov (PE), Rio Music Market (RJ), Subtropikal Festival (PR), além da SIM São Paulo; e internacionais como MaMA Festival (França), Reeperbahn Festival (Alemanha), MIL (Portugal) e  A2IM Indie Week (EUA).

Durante a SIM 2018, no dia 7 de dezembro, Vanessa Reed é uma das participantes do painel "Uma transformação em andamento: Redes internacionais de mulheres da música já estão mudando mais que o mercado", ao lado de outras mulheres inspiradoras como Tawiah (artista/UK), Guta Braga (WIM BRASIL), Andrea DaSilva (WIM USA), Zélia Peixoto (ASA, Oi Futuro), e Sabrina Cândido (British Council).

O reflexo dessa paridade de gêneros pode ser visto nas diferentes ações que movimentam a SIM durante seus cinco dias. Principalmente nos showcases diurnos e nas conferências que reúnem profissionais do Brasil e de diferentes partes do mundo.


Artistas e ativistas como Rasha Nahas (Palestina) e Beth Achitsa (ONGEA! The Eastern Africa Music Summit, do Quênia) são exemplos de resistência feminina em suas regiões de origem. Rasha representa a incrível Palestine Music Expo (PMX) no papel de musicista que luta para conseguir expandir as fronteiras de seu trabalho em uma zona de conflito (Israel-Palestina). Enquanto Beth Achitsa movimenta o cenário cultural na região da África Oriental, uma das mais carentes do planeta. Ambas fazem parte da mesa "Conexões Internacionais: Um circuito fora do eixo do grande mercado da música que você precisa conhecer", na quinta, 6/12, das 17h30 às 19h.

No mesmo dia, um pouco mais cedo, entre 14h às 15h30, Tulipa Ruiz, Luedji Luna, Mel e Ava Rocha, algumas das mais importantes vozes da nova música brasileira, estarão ao lado de Felipe Cordeiro e Siba para debater "Como novas identidades musicais desafiam o conservadorismo brasileiro e os velhos modelos de negócios da música".

Tatiana Revoredo (Universidade de Oxford/UK) é uma das protagonistas da mesa "O futuro e o mercado da música. Prepare-se para o blockchain e outras tecnologias”, no sábado, 8/12, das 11h30 às 13h, debatendo o impacto de novas tecnologias como inteligência artificial, criptomoedas e big data no mercado musical.

Millena Machado (jornalista) e Luiza Caspary (artista que concorreu ao Prêmio SIM 2017 com seu site 100% inclusivo) devem emocionar os participantes da mesa "Música 100% inclusiva" com a experiência sensorial "Surdo É Quem Fala", também no dia 8, das 12h às 13h30.


Os showcases diurnos da SIM já possuem, desde 2016, no mínimo 50% de participação feminina em sua programação. Em 2018, novamente há artistas e bandas incríveis com mulheres em sua formação vindas de diferentes partes do Brasil e do mundo: Alfonsina (Uruguai), Selma Uamusse (Moçambique/Portugal), Santa Mala (Bolívia), Miss Bolívia (Bolívia), Tuyo (PR), Ozu (SP), Teto Preto (SP), Julia Branco (MG), Paula Lima (SP), Drik Barbosa (SP), Luísa e os Alquimistas (RN), Plutão já foi Planeta (RN), Joe Silhueta (DF), Baleia (RJ) e Afrocidade (BA).

Conheça a rede do Festival Sonora

Na sexta, dia 7, acontece um grande encontro de representantes do Festival Sonora, focado em revelar novas compositoras, de várias regiões. Amorina (MG), Joana Knobbe (RN/PE), Ivanna Tolotti (SC), Kika Simone (Argentina/RS), Maria Clara Lima Valente do Valle (RJ), Mayra Clara (PE), Luh Pantoja (MG), Bia Nogueira (MG), Fernanda Branco (PR), Mara Rúbia (PE), Bárbara Zanetti (ES), Amanda Gasparetto (SP), Camila Menezes (Sonora Geral/Traduções), Ana Carolina Moraes (Sonora Geral/Mídia e registros) estarão no Jardim Sul, das 14h às 16h, conversando e se conectando a cada vez mais mulheres da indústria da música.

Mulheres na produção

A SIM 2018 também será palco do pré-lançamento da Coletânea SÊLA de Produtoras Musicais, projeto que pretende fazer um panorama atual da produção musical feita por mulheres no Brasil. A coletânea contou com curadoria de Camila Garófalo (idealizadora da SÊLA) e Larissa Conforto (instrumentista e produtora musical), produção por Helena Lacerda, arte por Fernanda Martinez, distribuição por Ana Larousse, e assessoria de imprensa por Flora Miguel. A Coletânea SÊLA de Produtoras Musicais reuniu nos últimos meses artistas e profissionais de diferentes estilos, que gravaram, arranjaram e mixaram outras artistas em seus próprios estúdios ou em estúdios parceiros da SÊLA como LabSonica no Rio de Janeiro, o estúdio dos selos Freak e Hérnia de Discos em São Paulo, e o Estúdio Colina em Curitiba. Para sua primeira temporada, o projeto contou com nomes como nomes como Mônica Agena, Naná Rizinni & Joana Cid, Anna Tréa, Theodora Charbel, Desirée Marantes, Bárbara Eugênia, Mariá Portugal, Luana Hansen, Papisa, Rafaela Prestes, Natalia Carrera, Alejandra Luciani, Malka, Helena Duarte, Erica Silva, Sara Não Tem Nome e Leto. São 16 faixas inéditas que serão distribuídas em todas as plataformas digitais a partir da semana seguinte à SIM 2018 pelas próximas 16 semanas até fevereiro de 2019.

No sábado, 8/12, a Coletânea SÊLA ocupará dois espaços da SIM SP 2018. Primeiro com uma ação no no Espaço LabSonica, das 11h às 13h, com bate-papo entre as as produtoras musicais do projeto e performance de Larissa Conforto. No mesmo dia, a partir das 17h, na Casa Vulva, tem o Coquetel SÊLA com o pré-lançamento do projeto, com audição da Coletânea SÊLA e um pedalaço ministrado por Desirée Marantes.


Noites feministas

Há mulheres espalhadas por toda a programação noturna da SIM 2018, mas além da já citada noite promovida pela SÊLA, outros eventos se destacam por trazer apenas mulheres entre suas atrações e celebram a resistência feminista.

Começando na quinta, dia 6/12, a noite do selo PWR Records, no Breve, a partir das 19h, com uma equipe de produção totalmente formada por mulheres, promove shows de BEL, SixKicks e Def. A partir das 20h, a Noite Resistência, a Casa Gramo, recebe apresentações de Malu Maria, Nath Calan e o Vozeiral. Na Fau-Haus, também a partir das 20h, a Noite Ramalhete apresenta Marcelle Equivocada, Soledad, TAMY e Josyara. A partir das 21h, a Casa do Baixo Augusta recebe Bia Ferreira, Doralyce, Nina de Oliveira e Luiza e Camila de Alexandre para a Noite MMP - Música de Mulher Preta. No mesmo horário, a Casa Aberta faz noite acústica com Lia Paris, Luê e Luiza Lian.

Com shows e rodas de conversas sobre o lugar da mulher negra na cena indie e sobre ser mulher em uma banda composta por homens, a noite Protagonismo Feminino Independente tem shows de Cinnamon Tapes, Papisa e The Smell of Dust, na Casa Vulva, na sexta, dia 7/12, às 18h. Também com ínicio às 18h, a Noite Crua e Nua recebe as argentinas Fémina e Sofia Viola, a Palestina Rasha Hajas e a brasileira Barbara Eugenia na Casa Clube Rosa Flamingo.

Pra completar a programação de noites protagonizadas por mulheres na SIM 2018, no sábado, 8/12, a Associação Cultural Cecília (Rua Vitorino Carmilo, 449 - Barra Funda) irá abrigar, a partir das 18h, a noite Girls Rock Camp, idealizada pelo Girls Rock Camp Brasil, acampamento de férias exclusivo para meninas de 7 a 17 anos, que acontece em Sorocaba (SP) desde 2013. O evento tem apresentações de Crime Caqui, Sky Down e The Biggs.


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