MINISTÉRIO DA CIDADANIA E MASTERCARD APRESENTAM

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Os muitos Brasis do Brasil





Batidas, sotaques, sonoridades. “O Brasil são muitos Brasis”, já dizia o ex-presidente Juscelino Kubitschek no século passado. Num período de quase sessenta anos, a população nacional saltou de 72 milhões em 1960 para 210 milhões em 2018, o que fez com que esses muitos “Brasis” se ampliassem, do Oiapoque ao Chuí, mantendo suas personalidades no sotaque, na comida, nos costumes, na cultura e na música. Com a revolução digital, agentes locais passaram a conversar mais, convergir e se fortalecer em pequenos nichos aqui e ali, que se consolidam a cada ano.
Artistas de diversos locais do país seguem criando música e cenas amplificam as vozes das novas gerações. Da Goiânia dos festivais Bananada e Goiânia Noise, o Boogarins voou para o mundo. Do Rio Grande do Norte, dos festivais DoSol e MADA, o Far From Alaska deu passos enormes gravando disco nos Estados Unidos e tocando em festivais na Europa. Do Pará, casa do festival Se Rasgum e do tecno brega, despontaram estrelas nacionais como Gaby Amarantos e Dona Onete. De Pernambuco, embalado por festivais como No Ar Coquetel Molotov, Abril Pro Rock e Rec Beat, Johnny Hooker amplia uma história musical intensa que continua a ferver.

NORTE

 

  • Manaus: Nema; Noites do Norte; Até o Tucupi; Passo a Paço | Belém: Festival Se Rasgum; Sonido | Palmas: Bem Ali Festival


Ainda sem tanto apoio do poder público, estados como Pará e Amazonas, tão distantes dos principais centros musicais do país, vêm conquistando posições de destaque na produção contemporânea. “Realmente há um momento de efervescência [na cena local] como há tempos não se via”, confirma Erick Omena, da banda Luneta Mágica e produtor dos festivais Nema e Noites do Norte, em Manaus. Ele comemora a aprovação de uma lei de incentivo municipal, e diz que a iniciativa “ainda é tímida, mas traz certa esperança de novos tempos”.


OUÇA:

  • Aíla (PA)
  • Alaíde Negão (AM)
  • Anne Jezini (AM)
  • Dona Onete (PA)
  • Felipe Cordeiro (PA)
  • Felix Robatto (PA)
  • Jaloo (PA)
  • Lucas Estrela (PA)
  • Luê (PA)
  • Luneta Mágica (AM)
  • Marcia Novo (AM)
  • Molho Negro (PA)
  • Sammliz (PA)
  • Strobo (PA)
  • Vitor Xamã (AM)

 

CENTRO-OESTE


  • Goiânia: Festival Bananada; Goiânia Noise; Vaca Amarela | Brasília: Satélite061; CoMA; Móveis Convida; Porão do Rock; Favela Sounds Picnik


No Centro-Oeste, o Distrito Federal se destaca pelas políticas públicas de incentivo à fértil cena local. Reconhecido como Projeto do Ano no PRÊMIO SIM 2017, o Conexão Cultura DF tem levado artistas e profissionais da região a feiras, eventos e festivais no Brasil e no mundo. “Esse projeto tem demonstrado eficácia, não só na música, mas em todas as linguagens das artes”, observa Daniela Diniz, subsecretária de políticas de desenvolvimento cultural do Distrito Federal. “Já existia, no Fundo de Apoio à Cultura, um programa de passagens e diárias, que era mais focado em formação. Criar novas linhas, como circulação, residências e intercâmbios, permitiu que os artistas tivessem acesso a recursos públicos para atividades extremamente importantes para suas carreiras”, explica. “Receber o PRÊMIO SIM foi o reconhecimento do mercado de uma política pública com adesão da base e demonstra que a cultura é sim um fator de desenvolvimentos socioeconômico integrado do território”, completa.
O apoio à produção local incentivou a criação de novos festivais, como o CoMA (Conferência de Música e Arte) e o Picnik, que se juntaram ao já estabelecido Porão do Rock - que acabou de completar 20 anos - e os fundamentais Satélite 061 e Favela Sounds, entre outros, passando a integrar a lista do circuito ao vivo brasileiro.

OUÇA:

  • A Engrenagem (DF)
  • Aiuri (DF)
  • Alarmes (DF)
  • Alf Sá (DF)
  • Almirante Shiva (DF)
  • Aloizio e a Rede (DF)
  • Boogarins (GO)
  • Bruna Mendez (GO)
  • Brvnks (GO)
  • Cabra Guaraná (DF)
  • Cambriana (GO)
  • Carne Doce (GO)
  • Consuelo (DF)
  • Dona Cislene (DF)
  • Esdras Nogueira (DF)
  • Gustavo Bertoni (DF)
  • Hellbenders (GO)
  • Joe Silhueta (DF)
  • Luziluzia (GO)
  • Macaco Bong (MT)
  • Moara (DF)
  • Muntchako (DF)
  • O Tarot (DF)
  • Ops (DF)
  • Profissão de Urubu (DF)
  • Scalene (DF)
  • Toro (DF)
  • Two Wolves (GO)
  • Vanguart (MT)
  • Ypu (DF)

 

NORDESTE

 

  • São Luís: Festival BR 135 | Fortaleza: Feira da Música; Maloca Dragão | Natal: Festival DoSol; Festival MADA | João Pessoa: Hacienda Festival | Recife: RecBeat; No Ar Coquetel Molotov; Abril Pro Rock; Porto Musical | Garanhuns: Festival de Inverno de Garanhuns (FIG) | Salvador: Big Bands; Digitália; Radioca; Lado BA


A música baiana, que durante décadas foi identificada apenas como axé, vive hoje um momento de afirmação de sua diversidade estética. “A sensação para quem não era daqui é que só se ouvia e produzia axé ou música de carnaval, mas nunca foi só isso. A queda dessa indústria foi fundamental, abrindo espaço, mesmo sem querer, para outras coisas que já existiam, mas não tinham como furar a bolha”, avalia Luciano Matos, responsável pelo site El Cabong e pelo programa de rádio e festival Radioca, em Salvador. Nos últimos anos, vimos despontar nomes como BaianaSystem, Baco Exu do Blues, ÀTTØØXXÁ, Afrocidade e os vencedores do PRÊMIO SIM 2017 na categoria Novo Talento, Giovani Cidreira e Larissa Luz.
Luciano acredita que a internet teve um papel importante na amplificação dessa nova cena, assim como o poder público foi fundamental: “Até 2006 não havia nem Secretaria de Cultura, tínhamos uma Secretaria de Cultura e Turismo, que focava justamente em festas e artistas para atrair turistas. A axé music se beneficiou muito disso. Não existia política pública para cultura. Mudou a partir de então e começou a reforçar a cadeia produtiva: passamos a ter editais, apoios mais firmes. Infelizmente, isso se perdeu nos últimos anos. A alegação é a crise e não há promessa de retomada”, lamenta.
A movimentação também é intensa no Ceará. Ivan Ferraro, coordenador da Feira da Música de Fortaleza e da aceleradora Porto Dragão, crê que o bom momento da cena deve-se tanto a ampliação das casas e pequenos espaços para shows na cidade quanto a consolidação de festivais e eventos como Feira da Música e Maloca Dragão. Getúlio Abelha, um dos participantes da edição 2018 do Porto Dragão Sessions, projeto que selecionou 15 artistas locais para um programa com sessões ao vivo e entrevistas a serem apresentadas na TV aberta e no Youtube, observa: “Sinto uma corrente de movimentação artística em que um vai alimentando o outro com a iniciativa de produzir algo e, com a internet e a descentralização do mercado e da cultura de São Paulo e do Rio de Janeiro, começamos a entender que podemos confiar na nossa estética e acreditar no nosso mercado. O cearense começa a se entender como um motor cultural de força dentro do país”. Para Ivan, a participação do poder público é fundamental nessa retomada artística. “Temos um governo no estado com um foco muito especial na cultura, como não tínhamos tido ainda. A Secretaria da Cultura tem um papel importante nessas políticas e o Centro Dragão do Mar, como um espaço difusor, tem feito muito bem a sua parte”.

OUÇA:

  • Afrocidade (BA)
  • Aiace (BA)
  • Alessandra Leão (PE)
  • Almério (PE)
  • Amaro Freitas (PE)
  • Astronauta Marinho (CE)
  • ÀTTØØXXÁ (BA)
  • Baco Exu do Blues (BA)
  • BaianaSystem (BA)
  • Barro (PE)
  • Camarones Orquestra Guitarrística (RN)
  • ChicoCorrea (PB)
  • Criolina (MA)
  • Daniel Groove (CE)
  • Daniel Peixoto (CE)
  • Duda Beat (PE)
  • DuSouto (RN)
  • Far From Alaska (RN)
  • Getúlio Abelha (CE)
  • Giovani Cidreira (BA)
  • Glue Trip (PB)
  • IFÁ (BA)
  • Ilya (CE)
  • Isaar (PE)
  • Johnny Hooker (PE)
  • Jonnata Doll e os Garotos Solventes (CE)
  • Josyara (BA)
  • Kalouv (PE)
  • Larissa Luz (BA)
  • Luedji Luna (BA)
  • Luisa e os Alquimistas (RN)
  • Maglore (BA)
  • Mahmed (RN)
  • Máquinas (CE)
  • OQuadro (BA)
  • Oto Gris (CE)
  • Pirombeira (BA)
  • Plutão Já Foi Planeta (RN)
  • Procurando Kalu (CE)
  • Projeto Rivera (CE)
  • Romero Ferro (PE)
  • Selvagens a Procura de Lei (CE)
  • Siba (PE)
  • Soledad (CE)
  • Sophia Freire (PE)
  • Talma&Gadelha (RN)
  • Tiberio Azul (PE)
  • Vitor Araújo (PE)
  • Xênia França (BA)
  • Zé Manoel (PE)

 

SUDESTE

 

  • Belo Horizonte: Festival Transborda; Breve Festival; Música Mundo; S.E.N.S.A.C.I.O.N.A.L.; Sarará; Timbre; Mineiro Beat; Palco Ultra | Rio de Janeiro: Faro; Novas Frequências; Queremos!; Rio2C |São Carlos: Contato | Piracicaba: Locomotiva Festival | Sorocaba: Festival Febre; Festival Circadélica | São Paulo: Balaclava Fest; Coala Festival; Dekmantel; Dia da Música; DGTL; Fora da Casinha; Mucho!; Popload; Path; PIB; SIM São Paulo; WME


Terceiro estado com mais inscrições nos showcases da SIM 2018, Minas Gerais sempre foi um grande celeiro musical e passa por uma ótima fase. “Estamos vivenciando um momento fantástico, a começar pela quantidade de novos compositores e músicos produzindo intensamente, lançando músicas, fazendo networking por todo o mundo e acabando com a tal expressão ‘fora do eixo’. Só está fora do eixo quem ainda não entendeu que o eixo de tudo é você mesmo”, comenta Barral Lima, CEO do grupo UN Music.
A produtora mineira Renata Almeida acredita que o poder público deu bons “exemplos de como construir políticas em parceria com representantes do setor, incentivando de forma eficaz a indústria criativa e produtiva local nos últimos anos”. Minas hoje é o estado com mais festivais do Brasil, com cerca de 20 eventos só em 2018. “Tivemos conquistas importantes e lutamos para mantê-las, ao mesmo tempo em que queremos criar novas. O medo vem da possível descontinuidade desses processos”.
Henrique Staino, da banda Iconili, acredita que é necessário “desburocratizar editais e fortalecer políticas de Estado que garantam a saúde da produção cultural, independente das trocas de governo”. Uma reflexão para todas as regiões.

OUÇA:

  • Alice Caymmi (RJ);
  • ATR (SP);
  • As Bahias e a Cozinha Mineira (SP)
  • Ana Muller (ES)
  • Baleia (RJ)
  • Biltre (RJ)
  • Black Pantera (MG)
  • Deaf Kids (RJ)
  • Diego Moraes (SP)
  • Djonga (MG)
  • Drik Barbosa (SP)
  • E A Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante (SP)
  • Edgar (SP)
  • Grand Bazaar (SP)
  • Iconili (MG)
  • Iza (RJ)
  • Julia Branco (MG)
  • Júlia Vargas (RJ)
  • LaBaq (SP)
  • Leo Moraes (MG)
  • Letrux (RJ)
  • Liniker (SP)
  • LG Lopes (MG)
  • Luiza Lian (SP)
  • Linn da Quebrada (SP)
  • Maria Beraldo (SP)
  • Metá Metá (SP)
  • My Magical Glowing Lens (ES)
  • Moons (MG)
  • Mahmundi (RJ)
  • Menores Atos (RJ)
  • Ozu (SP)
  • Pietá (RJ)
  • Rakta (SP)
  • Rimas e Melodias (SP)
  • Samuca e a Selva (SP)
  • São Yantó (MG)
  • Silva (ES)
  • Teach Me Tiger (MG)
  • Teto Preto (SP)
  • Tiê (SP)
  • Tim Bernardes (SP)

 

SUL


  • Londrina: Demo Sul | Curitiba: Coolritiba; Estopim; FIMS – Feira Internacional da Música do Sul | Rio Negrinho: Psicodália | Florianópolis: Festival Saravá; Tum Sound Festival | Caxias do Sul: Enxame; Festival Brasileiro de Música de Rua | Porto Alegre: El Mapa de Todos; M.A.T.E. | Balneário Ouro Verde: Morrostock


No Paraná, o período é de agi- com os festivais Coolritiba, Estopim, Panapaná e a FIMS (Feira Internacional da Música do Sul): “Quando criamos a feira, percebemos que foi como um grande guarda-chuva para as cenas locais, além de ser um elo com o resto do país”, surpreende-se Estrela Leminski, artista e diretora do evento junto com Téo Ruiz.
Em Santa Catarina, ações como o Tum Sound Festival, evento voltado à profissionalização do mercado musical, vêm trazendo bons resultados para a cena local. “Além da parte de business, o Tum promove também capacitação musical com oficinas”, comenta Chico Abreu, baixista da Skrotes. Ele cita ainda a importância do mítico Psicodália. “Inspirou uma série de outros festivais, como o Congresso Bruxólico, Não Vai Ter Coca, entre outros. Essas ações ajudaram a pôr Santa Catarina no mapa do mercado da músical”, comemora Chico.
No Rio Grande do Sul, a potência criativa se pulveriza para além da capital. Do Vale dos Sinos, a Supervão alarga os horizontes da chillwave e movimenta uma juventude interessante em torno da Lezma Records. Caxias do Sul é casa da HoneyBomb que tem levado a psicodelia da Catavento aos quatro cantos do país, e tem ainda o Festival Brasileiro de Música de Rua como palco e celeiro de artistas como Yangos e CCOMA.

OUÇA:

  • Catavento (RS)
  • CCOMA (RS)
  • Cuscubayo (RS)
  • Dingo Bells (RS)
  • Disaster Cities (SC)
  • Filipe Catto (RS)
  • Karol Conka (PR)
  • La Leuca (SC)
  • Machete Bomb (PR)
  • Marrakesh (PR)
  • Mulamba (PR)
  • Musa Híbrida (RS)
  • Raissa Fayet (PR)
  • ruído/mm (PR)
  • Saskia (RS)
  • Skrotes (SC)
  • Supervão (RS)
  • Teo Ruiz e Estrela Leminski (PR)
  • Trombone de Frutas (PR)
  • Tuyo (PR)
  • Yangos (RS)
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