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Como a SIM ajuda a construir pontes entre Brasil e África





Por Rafaela Piccin

A SIM São Paulo é uma grande catalisadora de encontros: profissionais do mercado de diversos estados brasileiros e do mundo comparecem ao evento, seja para fortalecer parcerias ou prospectar novos contatos. Pensando nisso, a série Humans of SIM traz histórias de pessoas que frequentam a feira e expandem seus horizontes. O primeiro episódio é sobre Beth Achitsa, uma das realizadoras da ONGEA!, feira de música no Quênia, África.

Em um mercado globalizado, a importância das convenções e feiras de música só cresce. Se, por um lado, a influência da cultura africana no Brasil vem de muito tempo, o diálogo entre estes mercados ainda está em construção - e a SIM São Paulo tem colaborado nisso.

Beth Achitsa, uma das integrantes do time que realiza a ONGEA!, feira de música que acontece há quatro anos em Nairobi, no Quênia, veio à SIM 2018 para falar sobre o evento e a realidade de quem trabalha com música na África Oriental. Em sua passagem por São Paulo, dividiu duas mesas com realizadores de festivais e convenções de música, do Fuji Rock ao Palestine Music Expo, conheceu muita gente interessante e frequentou casas de show paulistanas.

“Acredito que na música é cada vez mais importante criar uma rede de parceiros e colaboradores. Esta, para mim, é a parte mais especial da SIM. Eu desenvolvi muitos bons contatos e reforcei aqueles que já vinham de antes”, conta.

Em 2017, ela conheceu a diretora da SIM, Fabiana Batistela, na feira Reeperbahn, em Hamburgo, Alemanha, onde puderam conversar a aprender mais sobre os respectivos trabalhos. O papo rendeu e, no ano seguinte, Beth veio compor a nossa programação de painéis. Em fevereiro de 2019, a SIM, esteve em Nairobi, representada pela conselheira Maithe Bertolini.

As boas conexões feitas na SIM renderam ainda um convite da feira MAPAS para Beth participar de sua quarta edição este ano na ilha de Tenerife, no arquipélago das Canárias, na Espanha.

Sobre planos, Beth mostra-se empolgada em trabalhar na aproximação dos mercados queniano e africano do brasileiro e latino americano. Para ela, intercâmbios e residências são ótimos caminhos para trocas mais significativas entre artistas e culturas. Ao nos visitar, percebeu que há muito interesse nestas conexões. “Acredito que a SIM é um lugar onde as pessoas estão abertas a ideias. Conheci muitos artistas que são fãs do mercado africano. Mesmo que o mercado queniano ainda seja pequeno comparado a outros, acredito que há oportunidade”, diz.

E ela mostra-se aberta para receber pessoas de todo o mundo que queiram conhecer o mercado africano, começando pelo leste do continente, na ONGEA!.

Outro evento recomendado por ela, também no leste africano, é o Sauti Za Busara, em Zanzibar. Indo ao sul do continente, a dica é o circuito de música emergente conhecido como iGODA, que incorpora cinco festivais. São eles: Azgo, em Moçambique; MTN Bushfire em Suazilândia; Bassline em Johannesburg, na África do Sul; Zakifo em Durban, na África do Sul; e Sakifo, na ilha de Reunião - o que faz de maio outra boa época para visitar o continente.

Reiterando o convite para estreitar a ponte entre África e Brasil, Beth conclui: “Espero que esse ano mais profissionais africanos possam ir à SIM e ter uma boa representação da indústria da música do continente - e vice-versa para profissionais brasileiros”.

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