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Letz Spindola: “Existe a urgência de ocupar a cidade com arte”





Por Rafaela Piccin

 

O sétimo capítulo da série #BehindTheSIM, que conta a história das profissionais envolvidas na Semana Internacional de Música de São Paulo, entrevista Letz Spindola, uma das coordenadoras das Noites da SIM.

Uma das profissionais que acompanha a SIM São Paulo desde o primeiro ano é a produtora Letz Spindola. Depois de passar pela produção de desmontagem, de palestras e produção geral, encontrou-se nas Noites da SIM, cujo conceito ajudou a criar. “Quando entrei pro time da programação noturna, a gente tinha umas 10 noites e já era muito legal a movimentação na cidade naquela semana. Agora, o que estamos fazendo de colocar 90 shows em 45 casas durante três dias (como foi ano passado), em uma das maiores cidades do mundo; é bem ousado e maravilhoso”, diz.

“Existem muitas conferências, festivais e outros eventos com esse conceito de ocupar as casas de música da cidade com programação simultânea. A inspiração foi todo o trabalho em conjunto, passar uma semana com pessoas que estão ali pelo mesmo motivo que é viver de música. Existe a urgência de ocupar a cidade com arte em todo e qualquer lugar”, comenta sobre a importância da programação noturna que se espalha por toda a capital paulista com eventos realizados em colaboração com agentes do mercado. 

A vida de Letz está permeada pela música e pela produção desde muito cedo. O primeiro contato foi na sétima série, quando morava em Campo Grande (MS) e começou a ajudar nos eventos de alunos e professores que aconteciam em sua escola. Nos anos 2000, descobriu uma cena de punk rock e hardcore na cidade, da qual se aproximou e logo já estava produzindo shows. Seus próximos passos incluíram ter sua própria produtora/coletivo, a Bigorna; dirigir por quatro anos o Festival Fogo no Cerrado; viajar para muitos festivais no Brasil e abrir sua própria casa de shows, a extinta Voodoo.

Em 2012 mudou-se para São Paulo, trabalhou como produtora na VICE e logo entrou em uma das experiências mais enriquecedoras de sua vida: acompanhar o produtor Carlos Eduardo Miranda em seu selo StereoMono, onde conheceu o artista Jaloo, com quem trabalha até hoje. Além dele, atualmente agencia a MC Tha e as bandas Molho Negro e Catavento.

“Ao mesmo tempo que tenho aquele sentimento de agente transformador dentro da sociedade e também uma peça da resistência (ainda mais em tempos como os de hoje), não acho que há nada de especial no meu trabalho em relação ao de qualquer trabalhador brasileiro que dá tudo de si e faz a roda girar”, diz. “Me sinto diariamente batalhando por mais acesso, mais informação, mais cultura e mais arte pra todos, junto com uma penca de gente e essa é a parte mais gratificante de trabalhar na música”, comenta a produtora que, apesar dos desafios da profissão no Brasil, como a informalidade, a falta de regulamentação e de incentivo para trabalhar com arte em geral no momento político e social do país, procura focar na nobre tarefa de promover mudanças.

 

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