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Katia Abreu: “A SIM funciona como um hub de várias redes”





Por Izabela Delfiol

O décimo segundo capítulo da série #BehindTheSIM, que conta a história das profissionais envolvidas na Semana Internacional de Música de São Paulo, entrevista Katia Abreu, coordenadora de comunicação da SIM.

Formada em jornalismo, Katia Abreu começou sua trajetória na música ainda na faculdade: “Em 1999, na pré-história da Internet, editei com alguns amigos um site sobre cultura pop chamado Quadradinho. Depois veio a B*Scene, que a gente chamava de revista eletrônica e abordava música, cinema, literatura, ativismo”. Hoje diretora artística do Dia da Música, produtora do Fora da Casinha e agente de ÀIYÉ e Bonifrate, se tornou produtora acompanhando artistas como SOL, Nuda, Supercordas e Stela Campos, entre outros, fazendo as vezes de empresária, tour manager, assessora, etc “numa época em que a gente não tinha tão claro os papéis de cada profissional”, relembra. 

Na SIM São Paulo, Katia é parte do Conselho Consultivo da SIM e coordenadora de comunicação. “O trabalho envolve muitas coisas (site, redes, PRO-AREA Virtual, mailing, revista, cobertura, playlists, etc.): um volume muito grande de conteúdo e um público muito diverso. Tentamos contemplar todas essas vozes e audiências nos canais da SIM”, conta pontuando que a comunicação da SIM vai muito além do evento: “Do ano passado para cá, produzimos e divulgamos conteúdos relacionados à SIM e à indústria da música, como o mapa e cobertura de feiras de música pelo mundo, perfis dos colaboradores (BehindTheSIM) e frequentadores (HumansOfSIM) e a SIMletter”.

A comunicação da SIM está sob a coordenação da jornalista e produtora desde 2018 mas sua história com a feira data de anos antes: “Minha relação começou como frequentadora. Participei da mesa de novos festivais, em 2016, falando do Dia da Música e, no ano seguinte, estive na mesa sobre a curadoria do Edital da Natura Musical”.

Katia sempre levantou a bandeira da descentralização do mercado da música e isso se faz evidente em seu trabalho, culminando no festival Dia da Música, que acontece de maneira colaborativa com produtores, artistas e casas de show ao redor do Brasil. Ela acredita que a SIM desempenha um papel importante nessa tarefa de superação de fronteiras geográficas e simbólicas. “A gente vive num país muito grande e atua numa indústria muito vasta. O papel da SIM de agregar, durante alguns dias, agentes de tantos lugares do mundo e do mercado é fundamental para que os diálogos avancem em busca de soluções sustentáveis para todes. Comissões de várias regiões do país e do mundo se organizam para vir à SIM e mostrar, coletivamente, a força de suas cenas. O evento conecta estes agentes com regiões mais centrais do mercado mas também entre si. A SIM funciona como um hub de várias redes”, reflete. 

Entre outras questões que às vezes representam uma equação difícil de ser resolvida, está a formação de público. Para Katia, a SIM contribui de duas formas para isso: “Primeiro, com os showcases na Adoniran Barbosa e no Jardim Suspenso, que são abertos e gratuitos - e isso sempre é um atrativo para novos públicos. Além disso, a SIM fala com um público especializado que pode render oportunidades para os artistas e profissionais que participam. Têm artistas que saem com novas parcerias de trabalho, shows agendados e tal. Quem vai atrás de se conectar, consegue bons negócios”. 

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