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Damaso: “música não é só colocar artista no palco e vender ingresso”





Por Izabela Delfiol

 

A SIM São Paulo catalisa encontros: profissionais de diversas áreas do mercado frequentam a feira e expandem seus horizontes e conexões. A série Humans of SIM traz histórias de pessoas que comparecem e aproveitam o melhor da SIM. Este episódio é sobre Marcelo Damaso, produtor dos festivais Se Rasgum e Sonido em Belém do Pará.

Marcelo Damaso se define como um “jornalista que gosta mais de música do que de jornalismo”. “Quando comecei a trabalhar em redação, veio, ao mesmo tempo, a vontade de curtir música fora de casa. Sempre toquei guitarra, tive banda com meus amigos; então, entendia um pouco os anseios de quem toca e de quem ouve música independente. Numa dessas bebedeiras a gente se encheu de coragem e fizemos uma festinha indie, com uma banda autoral que tava arrebentando na época, em 2003, a Suzana Flag. A gente nem sabia como fazer direito, então conseguimos uma data num inferninho para 100 pessoas. E logo na primeira deu casa cheia”, relembra sobre sua primeira investida como produtor. “Daí por diante a coisa começou a ganhar forma, de 15 em 15 dias, e agora o Se Rasgum está completando 15 anos, com edições no Rio de Janeiro e São Paulo. E já gerou outro festival de música instrumental chamado Sonido,” complementa.

Ao longo de uma década e meia de história, o Se Rasgum se tornou a principal vitrine para a música independente produzida no Pará e uma meta para artistas e produtores de todo o Brasil. Damaso avalia um pouco o trabalho realizado nestes anos: “Vimos muita coisa acontecendo no Brasil depois de ter passado pelos nossos palcos. Não temos como não enxergar que fomos fundamentais para colocar a música paraense no mapa da música brasileira. É um esforço muito grande em sempre trazer jornalistas, produtores, diretores de festivais e estar sempre atento ao que pode render frutos para a música daqui. Esse reconhecimento [do festival] acaba vindo em algum momento, mas sabemos que o que estamos vendendo é música, é o reconhecimento da música paraense”.

No dia 13 de março, o Se Rasgum desembarca em São Paulo pela primeira vez. A cidade do Rio de Janeiro também receberá uma edição do festival esse ano, no dia 18 de abril. É claro que realizar um evento fora de sua cidade de origem tem seus desafios, mas Damaso revela que é possível superá-los: “Temos parceiros bons pra isso, como a Balaclava em São Paulo e o Circo Voador no Rio de Janeiro. É incrível como as pessoas têm simpatia pela música paraense. Em São Paulo, a gente tem a nossa Noite Se Rasgum na SIM e é sempre sold out, sempre casa cheia”.

Ele também fala sobre o Music on The Table, circuito de palestras, debates e workshops que acontece durante o Se Rasgum, em novembro: “Muitos dos assuntos abordados na SIM viram pauta pra gente, além do formato de showcases, que queremos implementar esse ano”. Para o produtor, que acompanha a SIM São Paulo desde seu início, o evento é “como se fosse uma coletânea best of para a gente que está longe e não consegue acompanhar melhor o que rola pelos palcos do Brasil”. 

Damaso comenta sobre sua atuação no meio independente e a importância da SIM para os agentes deste meio: “Sabemos que trabalhar com música não é só colocar artista no palco e vender ingresso. E eu diria que a SIM São Paulo é onde se reúne quem pensa música da mesma forma estratégica de mudança social”.

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