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Renata Gomes: "A SIM tem o papel de aproximar e conectar"





Por: Izabela Delfiol

 

Continuamos com a série #BehindTheSIM, que conta a história das profissionais envolvidas na Semana Internacional de Música de São Paulo. No décimo terceiro capítulo, entrevistamos a pesquisadora e especialista em marketing, Renata Gomes.  


Renata Gomes não consegue ficar parada por muito tempo. Formada em publicidade e marketing, tem extensa carreira acadêmica na área de comunicação e anos de atuação profissional em diversas funções no mercado da música. "Comecei ajudando amigos que tinham bandas. Desde carregar instrumentos até dar um suporte na divulgação dos shows, pitacos nas produções, etc. Formalmente, comecei a trabalhar na área por volta de 1999, no segmento de instrumentos musicais. Passei por algumas das principais empresas do setor e trabalhei com diversas marcas consagradas desenvolvendo toda a parte de estratégia e gestão de Marketing, Comunicação, RP e Artist Relations," conta a profissional que participa do Conselho Consultivo da SIM desde 2018, além de integrar o time comercial do evento e atuar como pesquisadora e analista de dados no DATA SIM, núcleo de pesquisas e organização de dados da SIM São Paulo. 

Ela explica que sua curiosidade é uma das coisas que a torna tão inquieta, sempre pesquisando e querendo descobrir de coisas novas: "Quando o segmento de instrumentos musicais começou a se estagnar com as novas dinâmicas de produção e distribuição musical, fiquei doida pra entender o que estava acontecendo e como poderia conectar o que eu já fazia com esse novo mundo. Foi daí que comecei a me aproximar do segmento fonográfico, da distribuição digital, festivais, eventos, music conventions e das startups".

Foi assim, inclusive, que a SIM entrou em sua vida. "Visitei uma vez, me apaixonei pelo ambiente, pelas possibilidades de conexão e, na "caruda", convidei a Fabbie Batistela para participar de um evento cross branding (de moda x música) que eu estava produzindo", explica brincando sobre não ter medo de ouvir um "não" como resposta. Ela continua: "Apostei nisso e, pra minha sorte, a Fabbie topou. Desde então estivemos em contato, até que no final de 2018 tive a oportunidade de trabalhar com ela e com a Dani Ribas no recém nascido DATA SIM. O projeto exigia não só minha curiosidade e o pensar estratégico (da minha formação em marketing e gestão), como também um viés menos determinista e mais humanista."

Renata havia acabado de terminar um mestrado e a proposta casava perfeitamente com seus propósitos dentro da academia. É lá que descobre novas metodologias para aplicar em suas atividades no mercado os dados obtidos através de pesquisas e vice-versa. Ela destaca a importância da relação entre meio acadêmico e mercado: "Fazer pesquisa, pra mim é algo fascinante... Abre um horizonte imenso de descobertas que conectam pontos e trazem novas perspectivas. Uma pena que tão poucas empresas no mercado musical se dediquem a pesquisar sobre as dinâmicas sociais, culturais e políticas que impactam e influenciam os resultados econômicos do setor".

Sobre a experiência no DATA SIM, ela realça a parceria com a ONG Women In Music Brasil, no estudo sobre a presença feminina no mercado musical brasileiro. "A missão da ONG é não só buscar parcerias e apoiar iniciativas que tragam maior protagonismo para mulheres no mercado da música como fazer isso de forma interseccional," explica, ressaltando que outras barreiras além do gênero têm mantido mulheres fora do mercado de trabalho. "O ambiente da SIM colaborou muito para os resultados positivos desta experiência, afinal, além de ser esse grande encontro 'anual' da indústria, a SIM também tem esse importante papel de aproximar e conectar artistas, profissionais, empreendedores, marcas e públicos", completa.

Entusiasta de tecnologia, Renata não deixa de se impressionar com desdobramentos das inovações tecnológicas na indústria da música, salientando como tem sido mais fácil produzir: "Veja o exemplo da Billie Eilish e seu irmão produzindo um trabalho ganhador de 5 grammys no quarto de casa, ou o MC Fioti achando um sample da flauta de Bach na internet e produzindo uma faixa que alcançaria 1 bilhão de plays no Youtube."

Quanto ao futuro dessa relação entre música e inovação, ela espera que as ferramentas fiquem cada vez mais acessíveis, possibilitando que mais pessoas possam colocar sua música no mundo. "Eu não sei muito bem se o futuro da música já chegou ou se todo dia tem gente escrevendo novos futuros - seja nos home studios dos jovens com mais acessos ou mesmo nos celulares que gravam e distribuem as batidas/rimas/sons e potência das periferias", encerra.

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