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Veronica Pessoa: “O importante é seguir rumo ao futuro sem medo”





Por Izabela Delfiol

 

Continuamos com a série #BehindTheSIM, que conta a história dos profissionais envolvidos na Semana Internacional de Música de São Paulo. No décimo nono capítulo, entrevistamos Veronica Pessoa, fundadora da Janela Produtora e membro do Conselho Consultivo da SIM.

Veronica Pessoa trabalhou com nomes importantes da música brasileira e conhece bons caminhos para guiar os artistas que trabalham com ela. Natural de Recife, ela começou sua carreira na música em um festival intrinsecamente recifense: “Fui voluntária do festival Abril pro Rock e ali aprendi o que é um evento de música e uma plataforma que fomenta novos artistas ao mesmo tempo em que contempla nomes históricos. Na sequência, fui estudar na USP em São Paulo, e comecei a trabalhar com artistas baseados na cidade: Chico César, Antonio Nóbrega, Arnaldo Antunes. Em 2009 abri a minha própria produtora, a Pessoa Produtora, e me tornei empresária: Marcelo Jeneci, O Terno e Ana Cañas são alguns dos nomes com quem tive o prazer de trabalhar. Dez anos depois, abri uma empresa que funciona como um caleidoscópio pra mim: nela posso exercer todas minhas habilidades e adquirir tantas outras. Desenvolvo projetos culturais, cuido de artistas, promovo intercâmbios, faço consultorias e mentorias, estudo e aprendo muito.”

Antes de ser conselheira da SIM São Paulo, Veronica participou da convenção nas mais variadas frentes desde a primeira edição. “Já fiz showcase diurno, participei com shows em noites SIM, colaborei em mesas de discussões, fui mediadora, estive na SIM Transforma, dei mentoria e desde a fundação do Conselho Consultivo estou lá, dando sugestões e aprendendo muito”, conta. 

Para ela, a SIM desenvolve oportunidades: “Vejo os conselheiros do CCSIM adquirindo novos olhares, os artistas construindo suas trajetórias, produtores trocando experiências, técnicos ampliando suas possibilidades, palestrantes contando histórias, debatedores discutindo assuntos inusitados, bookers conhecendo novos sons, público ouvindo novas músicas. São vozes diversas influenciando e colaborando com a mistura de idéias e pessoas, que é o que mais precisamos no Brasil hoje”.

Atualmente,  Veronica mora em Paris e destaca como a formação de público em alguns países europeus vem da educação básica, o que muda a relação que as pessoas desenvolvem com a arte. Ao falar das dificuldades de trabalhar com música no Brasil, ela cita o desmonte sofrido na área de cultura como um todo já há alguns anos: “Há ações do poder público que desconstroem o patrimônio brasileiro e a crise na qual estamos entrando mina as nossas possibilidades de manter o desenvolvimento. É tempo de procurar caminhos para resistir a isso e seguir preservando a memória, produzindo arte e prospectando o futuro.” 

Quando se trata de execução de projetos e gerenciamento de carreiras, fazer planos a longo prazo e olhar para o futuro é essencial, mas tornou-se uma tarefa difícil em tempos de coronavírus. “A falta de perspectiva nos deixa sem norte, sem ver o caminho por onde vamos caminhar. Ao mesmo tempo, penso que esse momento é um ‘acelerador de futuros’: tudo que pensávamos que aconteceria logo mais, está acontecendo agora. Lives, shows remotos, tudo no virtual era uma possibilidade para já já, mas já chegou”, reflete. 

Mesmo levando em conta as incertezas e as dificuldades causadas pela pandemia, ela assume um olhar esperançoso ao especular o que aguarda o mercado da música no fim da crise: “O importante é seguir rumo ao futuro sem medo e buscar mais o crescimento horizontal, que contempla todo mundo. Precisaremos desenvolver novas formas de consumo da música baseados nisso e não só no encontro social.”

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