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“Tirando a Barreira da língua, somos todos latino-americanos”, diz Matias Cena, que toca dia 06/12 no CCRV

O chileno Matías Cena se apresenta pela primeira vez no país num dos palcos da SIM 2014. Um dos destaques da música de lá, ele faz show ao lado da Filarmônica de Pasárgada e O Terno, na noite de showcase que acontece no Centro Cultural Rio Verde no dia 6 de dezembro. Batemos um papo com o músico, que cresceu ouvindo Ratos de Porão e hoje escuta muito Caetano Veloso e Chico Buarque.

Essa é sua primeira vez no Brasil?

Sim. Essa é a primeira vez em toda a minha vida que estarei no Brasil e essa também a primeira vez que eu posso fazer uma tour com banda completa.

Quais as expectativas para esse show?

As expectativas são altas suficientes que eu não vou conseguir dormir até chegar em São Paulo.

Você tem escutado música brasileira? Quais bandas?

Eu gosto muito ! Cresci ouvindo muito hardcore e bandas punk como Ratos de Porão e quando me voltei para as músicas dos anos 60, “Os Mutantes” foi uma das minhas maiores influências. Eu também escuto muito Caetano Veloso e Chico Buarque.

O que você está escutando agora?

Os últimos discos do Ryan Adams, Conor Oberst e Jonathan Wilson. Também estou ouvindo The Grateful Dead, principalmente os shows dos anos 80, com duas baterias e Jerry Garcia tocando com Rosebud. Coisa linda.

O que você pensa que aproxima a música brasileira da chilena?

Tirando a barreira da língua, somos todos latino-americanos e isso significa que o modo que trabalhamos abraçando globalmente e pensando em comunidade. Isso é que os nossos ancestrais primitivos nos deu e é a diferença primária de nós com os europeus e norte-americanos. Também admiramos e respeitamos a natureza como nossos principais ancestrais fizeram. E isso nos torna “irmãos”.

Como você define o seu som?

Com ferramentas feitas pelos músicos que eu admiro. Tem muita influência country e de blues, mas as músicas contam sobre as historias da minha vida aqui deste pedaço de mundo e de um jeito mais sincero possível.