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Selos independentes pautaram o Bar Skol

(por Maria Ruberti)

No bate papo no bar Skol, o primeiro debate se chamou: “Os 25 anos da Midsummer Madness + seis selos independentes brasileiros”.

“A ideia foi falar sobre uma das peças da engrenagem, que são as gravadoras; com ou sem visão de lucro”, como afirmou Rodrigo Lariú, que comemora 25 anos do selo Midsummer Madness, lançando novas bandas, novo sites, e o documentário “O outro lado do disco” sobre gravadoras independentes brasileiras.

Continuando o papo, Fernando Dotta e Rafael Farah apresentaram a Balaclava Records, que iniciou com a gravação do disco “Single Parents” em Nova York. Em 2012, eles criaram um selo musical, e depois de um ano e meio, partiram para o lado da produção cultural. “No dia a dia a gente oferece um pouco de tudo: com assessoria de imprensa, produção, distribuição, selos, books, site, e tudo mais,” disse Rafael. “Antes de entrar nesse mundo a gente conversou com bastante da área para não quebrar a cara”, comentou Dotta, acrescentando que esse apoio foi muito importante para a sobrevivência da Balaclava. “E também pelo contato de shows, nacionais e internacionais com a Inker. A própria Fabbie descobriu o nosso trabalho e ajudou muito com tudo”.

Outro participante do grupo foi Fernando Grecco, da Borandá, que explicou que a ideia inicial, há 5 anos, era trabalhar com música brasileira. Hoje já estão com 25 discos, 1 DVD, fizeram projetos de incentivo à pequenas bandas e produziram shows. São distribuidores do selo ECM Records e, com isso, importaram e exportaram diversos artistas. “Começamos com exclusividade e percebemos que não ia dar certo, então começamos a trabalhar com projetos. E hoje é quase uma sociedade […] a gente acaba fazendo uma coisa orgânica com o artista, onde ele consegue se conectar com o público de maneira fluída”, explica Grecco.

Elson, da Sinewave, continuou  apresentando seu “selo virtual de MTB (Música Torta Brasileira)” – que lança downloads de discos gratuitos. Com esse esquema, já lançaram 130 discos que “sangram” de alguma forma. Justificou serem grátis pois acredita ser muito difícil de pagar por uma banda que as pessoas ainda não conhecem. “Hoje, um twitte e um like no Facebook são preços muito caros para pagar em discos que não conhecemos. […] E a gente prefere que as pessoas ouçam ao invés de ganhar dinheiro em cima disso.”

Outro nome que participou da conversa foi Rafael Rossatto, da Agência de Música. Ele comentou que a agência faz um pouco de tudo, como selo, como gravadora e empresária de artistas como Gabriel, O Pensador, Mallu Magalhães e Filipe Catto, entre outros.

José Eduardo Avino, da Label A, continuou a conversa falando que sua proposta é licenciar artistas novos para o mercado publicitário e de cinema, onde atua fortemente através de seu Estúdio Angels, de trilhas sonoras. “A Label A é o braço artístico da Angels”, explica.

André Siroto e Daniel Pampuri finalizaram as apresentações das empresas, explicando ao público sobre a SP MUSICA, que só trabalha através do selo virtual. Além disso, apresentaram os objetivos da empresa: “ter as nossas próprias turnês itinerantes e festivais, como já fizemos”. Reconhecem, no entanto, que é muito difícil ser independente no Brasil”.

Para finalizar, cada um respondeu para que serviam as gravadoras no Brasil:

“Juntar bandas que eles curtiam” – Balaclava Records;

“Criar um veículo que ajude a música a chegar ao público e criar um modelo que se sustente” – Borandá;

“Mostrar que existe uma série de bandas que ainda não são acessadas, e que podem ser pela pesquisa de selos” – Sinewave;

“Botar a música na rua, a partir da gravação” – Agência de Música;

“O selo é uma função cultural e social, tem personalidade” – Label A;

“É um membro facilitador de toda a burocracia; até pouco tempo atrás ela era um banco para financiar os artistas, e ainda tem um pouco disso, fazendo com que o artista tenha um trabalho bem sucedido” – SP Música.