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SIM São Paulo – 2º dia

Parece que no segundo dia de SIM São Paulo as discussões foram ainda mais acaloradas. A programação no Cine Olido, na Galeria Olido, começou com o debate “Jornalismo empreendedor, modelos de negócios e formas alternativas de gerar receita com conteúdo musical”. Ali, o editor do site Scream & Yell, Marcelo Costa pontuou que a publicidade ainda não está vendo os sites independentes como um local sério. “Mais do que me chamar pra ver um filme ou me pagar um almoço, pode ser legal vincular a marca ao meu site”, afirmou. Mac ainda contou que com a criação do Scream & Yell, ele se realizou no jornalismo e com o blog (que virou site e é hoje uma das maiores referências em conteúdo de música independente no Brasil) abriu novas oportunidades no mercado de jornalismo musical. Além do que, todos os envolvidos se projetaram profissionalmente.

Em seguida – e não deu nem tempo do Alexandre Matias levantar da cadeira – começou o debate “Comunicação no novo Mercado da música. A migração da assessoria de imprensa para o content marketing e mídias sociais”, mediado pelo jornalista. A discussão começou em torno do tema: realmente existe essa migração? As quatro moças participantes da mesa de debate chegaram à mesma conclusão: um complementa o outro, o content marketing e as redes sociais servem para pulverizar o que sai na imprensa, no caso dos artistas já conhecidos por ela. No caso dos artistas desconhecidos pela imprensa, o caminho é inverso: o digital serve para chamar a atenção do jornalista. Plateia boa e interessada que não parava de mandar perguntas – adoramos!

Em seguida, e ainda na Olido, começou o debate “Criação e desenvolvimento de startups de tecnologia e música no Brasil” onde foi possível conhecer os trabalhos inéditos da Playax  que reúne dados de audiência e remuneração. “O artista pode criar uma estratégia mais direcionada de marketing além de acompanhar suas execuções e ganhos com diretos autorais”, explicou Juliano Polimeno. Com ele, participaram do debate o Rafael Belmonte, do NetShow.me, uma plataforma para shows ao vivo, realizados em qualquer lugar e que podem ser remunerados e Rodrigo Cartacho, do Sympla, um administrador online de eventos, que cuida das vendas de ingressos, promoção e administração dos mesmos.

Enquanto isso, na Praça das Artes, vários gringos debatiam, no Bar Skol, sobre os mercados de música na Europa e EUA e davam dicas para o mercado brasileiro. “Na Espanha o mercado está em uma situação difícil, e as pessoas estão tentando vencer essa dificuldade principalmente com as novas tecnologias e redes sociais. Além disso, a Espanha está prestando muita atenção nos artistas brasileiros, principalmente de rap e rock, pois existe um nicho de brasileiros tocando lá, e o interesse é expandir ainda mais”, frisou Christophe Cassan, da music conference espanhola Bizkaia International Music Experience (BIME). Enquanto isso, Michal Hajduk (da Adam Mickiewicz Institute) sinalizou um mercado crescente na Polônia. O representante dos EUA, Robert Singerman, afirmou que “era muito difícil antigamente e hoje também é. Sempre foi. Mas hoje em dia a comunicação ajudou muito. É preciso saber como você vai se conectar com o público, um por um, para ter a resposta de quem te admira”.

Na Sala Concerto, na Praça das Artes, o bate papo era sobre como tocar fora do Brasil. “Precisa de uma agência de booking ou dá para montar uma turnê sozinho?”. O ideal é ter uma agência local, apontou Matthieu Baligand, da Caramba. Mas também é possível fazer sozinho, tudo depende do prazo e dos contatos que você tem. “Com uma agência local, você produz em três meses o que demoraria um ano para produzir sozinho”, disse ele. O guitarrista do Autoramas, Gabriel, que já rodou muito pelo exterior, contou que “estamos conseguindo tocar em festivais grandes somente a partir da segunda turnê no país”.

Também foi muito legal o bate papo sobre a visão do artista no novo mercado da música. “O CD é uma mídia que vai morrer”, profetizou o cantor e compositor China – que apresenta seu novo disco hoje no Studio Verona. “Os jornalistas de música dos grandes veículos têm em torno de 40 anos. Eles não sabem baixar músicas. E isso meio que nos obriga, pelo trabalho de assessoria de imprensa, a fazer o disco físico, a ter essa coisa palpável”, completou Thiago Phetit.

A última atração de sexta (5) na Sala Concerto foi a Q&A de Alain Lahana. O diretor da Le Rat des Villes trabalhou com David Bowie e Ramones, trabalha com Iggy Pop, Patti Smith, o rapper Féfé e muitos outros contou sua trajetória de vida. Mas a estrada desta figura merece um post especial, que você lê aqui.

Ah! O show dos Autoramas com abertura dos The Moondogs no Beco203 foi maravilhoso e juntou a galera do rock em peso. E a Noite Francesa no CCRV foi “bapho”.

(Por equipe SIM São Paulo: Nathalia Birkholz, Francine Ramos, Carol Pascoal, Letícia Alessi, Maria Ruberti, Rafael Chioccarello, Bianca Lombardi)